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Existem dois modelos teóricos amplamente utilizados para a compreensão da deficiência: o modelo individual e o modelo social. O modelo individual interpreta a deficiência como uma limitação do corpo, centrada no funcionamento biológico, atribuindo à medicina a responsabilidade principal pelo tratamento e bem-estar da pessoa. Já o modelo social entende a deficiência como parte da diversidade humana e destaca a necessidade de adaptação da sociedade para garantir a participação plena dos indivíduos.
Fonte: Oliver, 1990; Santos, 2008 apud FONSECA, Sarah Cecílio; CARVALHO-FREITAS, Maria Nivalda de; OLIVEIRA, Marcos Santos de. Formas de avaliação e de intervenção com pessoas com deficiência intelectual nas escolas. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 28, 2022.
Defende que as limitações impostas pela deficiência são naturais e independentes das condições sociais e ambientais.
Entende que a inclusão das pessoas com deficiência ocorre principalmente por meio de adaptações terapêuticas e reabilitadoras.
Compreende a deficiência como um problema meramente no âmbito clínico, cuja superação depende do tratamento médico individual.
Considera que a deficiência resulta dos desvios biológicos, sendo pouco influenciada por fatores sociais ou culturais.
Atribui à sociedade a responsabilidade de enfrentar a deficiência como questão social, eliminando barreiras e promovendo a participação.