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“A inclusão e suas práticas giram em torno de uma questão de fundo: a produção da identidade e da diferença. Embora a inclusão seja uma prática que está penetrando pouco a pouco em nossas escolas, suas propostas consideram-na com a presença de todos os alunos, com e sem deficiência, nas salas de aulas comuns?” (Mantoan, 2015). A partir da análise realizada por Mantoan sobre identidade, diferença e normalização no contexto da educação inclusiva, assinale a alternativa correta.
A defesa da igualdade como norma universal reforça a superação das hierarquias escolares, pois elimina a necessidade de considerar diferenças culturais, cognitivas e afetivas entre os estudantes.
A perspectiva inclusiva rompe com a lógica da normalização, rejeita a fixação de identidades e reconhece a diferença como elemento constitutivo do processo educativo e das relações sociais.
A aceitação passiva das diferenças, como características imutáveis dos estudantes, constitui avanço conceitual da inclusão, impedindo a ação da escola em processos identitários minoritários.
A tolerância e o respeito, enquanto categorias éticas, são sempre suficientes para assegurar práticas inclusivas, pois neutralizam assimetrias simbólicas entre quem tolera e quem é tolerado.
O paradigma moderno baseado na homogeneidade democratiza o processo educativo ao reduzir a multiplicidade cultural, permitindo que todas as identidades sejam tratadas como equivalentes.