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As concepções contemporâneas de infância e desenvolvimento infantil desafiam modelos universais e prescritivos ao se fundamentarem em abordagens histórico-socioculturais. Considerando essa perspectiva crítica, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
A incorporação da criança como sujeito social no discurso pedagógico contemporâneo reforça a centralidade de teorias maturacionais, que orientam práticas educativas voltadas à identificação de marcos esperados de aprendizagem em faixas etárias específicas.
A crítica ao determinismo biológico no campo do desenvolvimento infantil conduziu à rejeição das noções de progressão etária, defendendo-se, em seu lugar, a negação da influência de fatores orgânicos na constituição psíquica e relacional da criança.
A concepção de infância como categoria social implica reconhecer sua relatividade histórica, o que permite compreender que o desenvolvimento infantil ocorre a partir de matrizes sociocognitivas constantes, independentemente de contextos culturais diversos.
A infância, concebida como construção intersubjetiva e situada, é entendida como um tempo de produção de sentidos e modos de existência que tensionam linearidades desenvolvimentistas, sem desconsiderar as múltiplas dimensões que compõem a constituição do sujeito.