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A historiografia da arte brasileira tem revisado interpretações tradicionais sobre seus movimentos e artistas, buscando perceber tensões internas, negociações culturais e disputas simbólicas. Considerando essas revisões, assinale a alternativa que apresenta uma leitura mais consistente sobre a constituição da arte brasileira.
O modernismo de 1922 buscou afirmar uma identidade cultural brasileira por meio do diálogo com referências europeias, ainda que descontinuando estruturas hierárquicas de valorização estética.
O Neoconcretismo representou um distanciamento radical de toda a tradição construtivista, privilegiando, sobretudo, o gesto expressivo individual do artista.
O Barroco brasileiro consolidou um estilo unificado no território, relativamente indiferente às contradições sociais e políticas do período colonial.
A Tropicália reelaborou criticamente referências eruditas e populares, tensionando cultura de massa, política e experimentalismo, desafiando hierarquias entre alta cultura e cultura popular.
O modernismo paulista incorporou referências indígenas como símbolo da nação, abrindo debates significativos sobre a contribuição dos povos originários na constituição cultural do país.