Imagem de fundo

Durante formação sobre sustentabilidade e saúde na educação profissional técnica, apres...

Durante formação sobre sustentabilidade e saúde na educação profissional técnica, apresentam-se dados de relatórios internacionais indicando que indicadores tradicionais de progresso centrados no crescimento econômico intensificam desigualdades, deterioram o meio ambiente e agravam crises sociais. Discute-se a necessidade de modelos alternativos de desenvolvimento. Nesse contexto, professores analisam diferentes paradigmas: o modelo convencional de desenvolvimento baseado em acumulação de capital e maximização do PIB como parâmetros de progresso; e o paradigma do bem viver, originado em epistemologias latino-americanas de povos indígenas andinos, que propõe vida orientada pela qualidade das relações com a natureza e pela valorização de princípios comunitários. Considerando os desafios contemporâneos relacionados a crises ambientais, desigualdades sociais e esgotamento de recursos naturais, o paradigma que melhor fundamenta práticas educacionais comprometidas com justiça social e sustentabilidade ecológica é:


A

Perspectiva híbrida que articule crescimento econômico sustentável, mediante inovações tecnológicas que permitam continuidade da acumulação de capital com redução de impactos ambientais através de economia verde, mantendo centralidade do PIB como indicador de progresso, mas incorporando métricas de sustentabilidade que garantam desenvolvimento econômico compatível com preservação ambiental, dispensando transformações paradigmáticas radicais ou incorporação de epistemologias indígenas que não se alinham aos modelos econômicos contemporâneos baseados em livre mercado e competitividade internacional que orientam políticas educacionais.


B

Nenhum paradigma alternativo mostra-se adequado, pois desenvolvimento humano deve fundamentar-se exclusivamente em evidências científicas produzidas por instituições acadêmicas ocidentais que utilizam metodologias quantitativas validadas internacionalmente, sendo inadequado considerar saberes ancestrais, epistemologias indígenas ou filosofias de povos originários que não passaram por processos de validação científica conforme padrões metodológicos estabelecidos pela comunidade acadêmica internacional, constituindo essas perspectivas tradicionais formas de conhecimento folclórico sem rigor epistemológico para orientar políticas educacionais contemporâneas baseadas em racionalidade técnico-científica.


C

O paradigma do bem viver, pois propõe concepção filosófica e política ancorada em saberes ancestrais que preconizam relação harmônica com a natureza e modelo de vida orientado pela qualidade das relações intersubjetivas e socioambientais, questionando desenvolvimento baseado em acumulação de capital ao valorizar princípios comunitários contrários à lógica de competição, defendendo que riqueza não se associa à acumulação, mas ao equilíbrio entre necessidades humanas e limites ecológicos, propondo economia centrada na dignidade humana e no respeito aos sistemas ecológicos mediante inversão da racionalidade que privilegia crescimento econômico como fim último.


D

Modelo de desenvolvimento centrado em bem-estar subjetivo individual, mensurável por escalas de felicidade e satisfação com a vida que substituam o PIB como indicador principal de progresso, mantendo estruturas econômicas baseadas em acumulação de capital, mas priorizando a maximização de emoções positivas da população mediante políticas que promovam experiências hedônicas, prescindindo de considerações sobre relações com a natureza, princípios comunitários ou saberes ancestrais que constituem elementos culturais específicos sem aplicabilidade universal para fundamentar políticas de desenvolvimento em sociedades modernas ocidentalizadas.


E

O modelo convencional de desenvolvimento, pois crescimento econômico constitui parâmetro cientificamente validado para mensuração objetiva do progresso humano, sendo o Produto Interno Bruto e indicadores de acumulação de capital as métricas internacionalmente reconhecidas para avaliar qualidade de vida e bem-estar populacional, cabendo à educação profissional técnica preparar estudantes para inserção competitiva no mercado de trabalho globalizado mediante desenvolvimento de competências que maximizem produtividade individual, prescindindo de discussões sobre limites ecológicos ou saberes ancestrais que carecem de fundamentação econômica para orientar políticas de desenvolvimento nacional.