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Um professor afirma valorizar a aprendizagem significativa e o acompanhamento contínuo dos alunos, mas utiliza predominantemente provas tradicionais e notas para informar o desempenho da turma. À luz das reflexões de Luckesi (2005) e Hoffmann (2001), essa situação evidencia que:
A prática avaliativa do professor expressa concepções de avaliação construídas ao longo de sua trajetória formativa, levando-o a reproduzir modelos classificatórios mesmo quando seu discurso pedagógico aponta para outra direção.
A presença de provas tradicionais não compromete a aprendizagem significativa, desde que o professor utilize os resultados para ajustar o planejamento e rever conteúdos.
A contradição entre discurso e prática é resultado das exigências institucionais e dos sistemas externos de avaliação, que limitam a autonomia docente.
O uso predominante de notas pode coexistir com concepções formativas de avaliação, desde que haja clareza dos critérios utilizados e devolutivas aos alunos.
A avaliação tende a assumir caráter classificatório quando o professor ainda não dispõe de instrumentos diversificados suficientemente consolidados.