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A educação, como prática social, jamais ocorre em um vácuo de neutralidade. Toda proposta de ensino carrega consigo, implícita ou explicitamente, um projeto de sociedade e um projeto de ser humano que se deseja formar. Sendo assim, no Brasil, a partir do final da década de 1960 e durante a década de 1970, a política educacional foi fortemente marcada pela concepção tecnicista de educação.
Dentre os principais aspectos que justificavam a hegemonia dessa concepção no planejamento do ensino brasileira daquela época, destaca-se a(o)
valorização da autonomia docente e a flexibilização dos currículos para atender às diversidades regionais.
subordinação do sistema educacional às demandas do desenvolvimento econômico e do modelo social, na busca pela mão de obra eficiente e produtiva.
superação da fragmentação do conhecimento por meio de práticas interdisciplinares e projetos de extensão comunitária.
descentralização da gestão escolar, transferindo a responsabildade do planejamento técnico para as comunidades locais.
foco na formação humanista e filosófica, priorizando o pensamento crítico e a participação política do educando.