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Uma professora dos anos iniciais do Ensino Fundamental está planejando o ensino da Língua Portuguesa para uma turma de 2.º ano (7–8 anos). Quer promover tanto a aquisição da decodificação quanto o desenvolvimento de compreensão, produção de textos e uso social da escrita, sempre em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Diante disso, qual das seguintes propostas pedagógicas melhor responde ao problema de ensino apontado?
Organizar o trabalho em torno de exercícios sistemáticos de decodificação (consciência fonológica e correspondência grafema-fonema) em fichas diárias, deixando a leitura e a produção para momentos posteriores, quando a decodificação estiver “automatizada”.
Adotar uma abordagem integralista que privilegie exclusivamente a circulação espontânea de textos e leituras orais em sala (leituras pelo professor, contação de histórias e jogos de leitura), evitando ensino explícito de aspectos sonoro-grafêmicos para não “naturalizar” a escrita.
Implementar um currículo integrado: sequências didáticas que articulem (I) atividades explicitas e progressivas de consciência fonológica e decodificação, (II) práticas significativas de leitura e escrita orientadas por gêneros textuais, (III) trabalho contínuo com oralidade e compreensão, (IV) avaliações formativas para retroalimentar o ensino, e (V) uso de recursos multimodais e projetos que conectem a escola ao contexto social das crianças.
Organizar majoritariamente aulas de treinamento para avaliações padronizadas (resolução de itens de provas e exercícios semelhantes aos de concursos), priorizando rapidez e acerto nas tarefas escritas como medida de “eficiência” do ensino.