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Observe a tabela:UNESCO. Language Vitality and...

Observe a tabela:


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UNESCO. Language Vitality and Endangerment. Paris: UNESCO, 2003. (Adaptada).


Na tabela, apresentam-se os critérios da UNESCO para avaliação da vitalidade linguística. Considerando-se que a tabela foi pensada para línguas orais e pensando no contexto sociolinguístico da Língua Brasileira de Sinais (Libras) no Brasil, pode-se afirmar que a Libras, tomando-se essa tabela como referência, está mais próxima de ocupar uma posição de risco relacionada ao padrão de transmissão intergeracional. Um dos principais fatores que justifica essa classificação é o fato de que aproximadamente 95% das crianças surdas nascem em famílias ouvintes, o que compromete a transmissão natural da língua no ambiente doméstico.


Diante desse cenário, a política linguística em cena que mais diretamente atua para reverter esse risco de vitalidade da Libras é a/o


A

oferta de cursos de Libras como L2 em espaços comunitários e associações de surdos, por constituir o contexto em que a transmissão intergeracional e intercomunitária da língua ocorre de forma espontânea e não mediada por políticas públicas formais.


B

criação de escolas bilíngues para surdos, nas quais a Libras é a língua de instrução e a Língua Portuguesa é a ensinada na modalidade escrita como segunda língua, garantindo-se a transmissão da Libras por meio institucional na ausência da transmissão familiar.


C

obrigatoriedade da disciplina de Libras nos cursos de licenciatura e fonoaudiologia, estabelecida pelo Decreto nº 5.626/2005, por ampliar o número de ouvintes com conhecimento básico da língua de sinais no território nacional.


D

política de inclusão de alunos surdos em classes regulares com intérpretes de Libras, por assegurar o contato diário do surdo com usuários fluentes da língua dentro do ambiente escolar.


E

reconhecimento legal da Libras pela Lei nº 10.436/2002, por conferir à língua status oficial e garantir automaticamente sua transmissão entre as novas gerações de surdos.