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Em debate numa aula da pós-graduação em linguística da Libras, há dois pontos de vista sendo discutidos: o Grupo A discute o estatuto dos classificadores na Libras à luz da iconicidade. Parte dos estudantes argumenta que os classificadores deveriam ser considerados gestos motivados externos ao sistema gramatical. Já o Grupo B sustenta que a iconicidade não exclui o caráter linguístico dessas formas, mas integra sua organização estrutural.
Com base nessa discussão, assinale a alternativa correta quanto à relação entre classificador e iconicidade.
A iconicidade, por estabelecer relação direta entre forma e referente, elimina qualquer necessidade de análise estrutural dos classificadores.
A presença de motivação icônica nos classificadores impede que eles sejam analisados como morfemas, pois unidades morfológicas devem ser totalmente arbitrárias.
A iconicidade presente nos classificadores não os exclui do sistema linguístico; ao contrário, tais formas configuram unidades morfológicas produtivas cuja motivação icônica integra-se à estrutura gramatical da Libras, evidenciando articulação entre forma e significado.
A Libras mantém separação rígida entre elementos icônicos e elementos gramaticais, sendo os classificadores pertencentes apenas ao domínio não linguístico.
Classificadores devem ser tratados, exclusivamente, como recursos discursivos expressivos, não compondo a organização morfológica da língua.