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A aprendizagem, enquanto processo neurocognitivo, está ancorada na plasticidade sináptica, na modulação bioquímica e na integração funcional entre diferentes regiões corticais e subcorticais. Essa compreensão exige, do campo educacional, a incorporação de noções que ultrapassam as dicotomias mente-corpo, razão-emoção e natureza-cultura.
Com base nas contribuições da neurociência educacional, assinale a alternativa CORRETA:
A consolidação de novos conhecimentos dependeria exclusivamente da repetição contínua de estímulos, pois a neuroplasticidade diminuiria drasticamente após a adolescência, restringindo a formação de novas conexões sinápticas no cérebro adulto.
A aprendizagem mobiliza redes neurais que articulam percepção, atenção, memória e emoção, sendo que níveis moderados de excitação emocional tendem a fortalecer a retenção e favorecer a incorporação de novos conhecimentos à memória de longo prazo.
A aprendizagem significativa dependeria da ativação simultânea de sistemas ligados à memória declarativa e procedural, sendo que a consolidação do conteúdo ocorreria melhor apenas quando houver baixíssimos níveis de excitação emocional na fase de codificação.
A maturação das áreas cerebrais, sobretudo das regiões frontais, ocorre de modo linear e, ao se completar cedo, limitaria a capacidade de aprender, justificando que apenas os primeiros anos escolares apresentem maior potencial de desenvolvimento cognitivo.