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Em debate pedagógico, um docente afirma que a escola deve manter postura neutra diante das desigualdades sociais, limitando-se à transmissão de conteúdos, sem assumir posicionamento formativo que possa ser interpretado como intervenção na realidade social.
À luz da concepção histórico-crítica assumida pela rede municipal e expressa na Proposta Curricular do Município de Itapoá (2022), essa afirmação:
É coerente com a função social da escola, pois a neutralidade pedagógica assegura imparcialidade na transmissão do conhecimento científico.
Pode ser considerada adequada desde que a escola garanta igualdade formal de acesso ao conhecimento, independentemente das condições sociais dos estudantes.
Corresponde ao princípio da autonomia docente, segundo o qual o professor deve evitar mediações que relacionem o conteúdo escolar às contradições sociais.
Expressa compreensão restritiva do papel da escola, ao desconsiderar que o ensino e a apropriação do conhecimento historicamente produzido participam da formação crítica dos sujeitos e de sua inserção consciente na realidade social.