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À luz da análise apresentada no texto “Educação dos surdos no Brasil: um percurso histórico e novas perspectivas”, que trata de políticas e metodologias para a educação de surdos (Oliveira; Figueiredo, 2017), é correto afirmar que o insucesso das abordagens educacionais anteriores à perspectiva bilíngue decorreu fundamentalmente do fato de essas propostas:
Estruturarem suas práticas sob o viés da normalização, subordinando o desenvolvimento dos estudantes aos paradigmas linguísticos da sociedade ouvinte.
Destituírem a língua de sinais de qualquer funcionalidade pedagógica, impedindo a formação de laços identitários essenciais à sociabilidade.
Exigirem a produção simultânea de modalidades comunicativas incompatíveis, sobrecarregando o processamento de linguagem pelo bimodalismo.
Delegarem a mediação cognitiva exclusivamente aos intérpretes educacionais, isentando os docentes de adaptar seus currículos formais.
Confinarem os sujeitos a espaços terapêuticos segregados, inviabilizando o convívio social inerente aos ambientes regulares de instrução.