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Os estudos sobre o TEA passaram por diferentes interpretações ao longo do século XX, envolvendo explicações de diversas naturezas. Considerando a evolução histórica dessas interpretações, assinale a alternativa INCORRETA.
Em 1943, o psiquiatra Leo Kanner descreveu um conjunto de crianças que apresentavam dificuldades marcantes de interação social, alterações na linguagem e comportamentos repetitivos, caracterizando inicialmente o quadro como “distúrbio autístico do contato afetivo”.
Durante as primeiras formulações teóricas, alguns autores interpretaram o autismo como um tipo de psicose infantil, hipótese que levou ao desenvolvimento de abordagens explicativas que enfatizavam fatores emocionais e relacionais no surgimento do transtorno.
A chamada abordagem afetiva ou psicodinâmica, associada a autores como Melanie Klein, Margaret Mahler e Frances Tustin, atribuía a origem do autismo principalmente a dificuldades no relacionamento precoce entre mãe e filho.
A concepção contemporânea de autismo consolidou-se ao final da década de 1980, quando estudos epidemiológicos demonstraram que o transtorno possuía causa exclusivamente psicogênica, descartando hipóteses de natureza biológica ou cognitiva.
A partir das décadas de 1970 e 1980, diversos pesquisadores passaram a questionar a interpretação do autismo como forma de psicose infantil, propondo explicações relacionadas a alterações do desenvolvimento neurológico e cognitivo.


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