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A compreensão científica do autismo passou por importantes transformações ao longo do século XX, especialmente com o avanço das pesquisas sobre desenvolvimento cognitivo e interação social. Considerando a evolução histórica dessas interpretações, assinale a alternativa INCORRETA.
Estudos realizados por Lorna Wing e Judith Gould contribuíram para a consolidação da chamada “tríade de comprometimentos”, caracterizada por prejuízos na interação social, dificuldades na comunicação e presença de comportamentos repetitivos ou restritos.
A noção de que o autismo poderia apresentar diferentes níveis de manifestação levou à formulação da ideia de espectro, indicando que os sintomas podem variar em intensidade e combinação entre os indivíduos.
Pesquisas conduzidas por autores como Baron-Cohen e Frith destacaram a relação entre o autismo e dificuldades no desenvolvimento da chamada teoria da mente, entendida como a capacidade de atribuir estados mentais, como crenças, intenções e desejos, a outras pessoas.
O conceito de teoria da mente refere-se à capacidade de prever comportamentos a partir de representações, sendo uma habilidade que se desenvolve progressivamente ao longo da infância.
As pesquisas que relacionaram o autismo à teoria da mente demonstraram que crianças autistas apresentam desenvolvimento mais precoce dessa capacidade em comparação às crianças sem o transtorno, o que explicaria suas dificuldades de interação social.


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