

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Ao longo do processo de institucionalização da Educação Infantil no Brasil, diferentes concepções de infância orientaram práticas sociais, políticas públicas e modelos de atendimento às crianças pequenas.
Essas concepções não se sucederam de forma linear nem foram completamente substituídas, coexistindo em determinados contextos e produzindo tensões entre perspectivas de proteção, socialização e educação.
Considerando a historicidade das concepções de infância e seus efeitos na organização das instituições voltadas às crianças pequenas, analise as alternativas a seguir e aponte aquela que expressa interpretação teoricamente consistente sobre essa trajetória.
A transição do modelo assistencial para o educacional redefiniu a finalidade institucional da Educação Infantil, deslocando o foco da proteção social para a aprendizagem sistematizada, o que consolidou a escolarização precoce como eixo organizador do atendimento à primeira infância.
A constituição da criança como sujeito de direitos implicou a substituição progressiva das práticas tutelares por formas de participação infantil mediadas pedagogicamente, ainda que elementos de controle social e regulação institucional permaneçam presentes nas práticas educativas.
A ampliação do reconhecimento jurídico da infância como categoria social autônoma produziu homogeneização das práticas educativas, reduzindo diferenças entre modelos assistenciais e pedagógicos em razão da padronização normativa do atendimento institucional.
A institucionalização da Educação Infantil como política pública universal tornou residual o papel das concepções morais e familiares de infância, transferindo integralmente ao Estado a definição dos modos legítimos de cuidado e socialização das crianças.
A emergência da Educação Infantil como direito educacional resultou da substituição das concepções sociais de infância por fundamentos estritamente científicos do desenvolvimento humano, eliminando interpretações culturais sobre a criança.