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As diferentes teorias da aprendizagem correspondem a construções epistemológicas que envolvem concepções distintas sobre o desenvolvimento humano, a relação entre o sujeito e o meio e o papel da escola na mediação do conhecimento. As teorias inatistas, ambientalistas e interacionistas, embora compartilhem a finalidade de compreender os mecanismos de aquisição do saber, partem de premissas ontológicas e pedagógicas divergentes. Diante dessa perspectiva, é correto afirmar que:
A concepção ambientalista considera que o desenvolvimento cognitivo antecede e determina a aprendizagem, e por isso as práticas pedagógicas devem concentrar-se na identificação de etapas universais de aquisição de saberes.
A abordagem interacionista sustenta que a aprendizagem ocorre predominantemente por meio da imitação e do reforço de comportamentos modelados pelo meio social, sendo o professor agente de transmissão de repertórios culturalmente aceitos.
O modelo inatista, ao valorizar as estruturas mentais do sujeito, defende que a mediação pedagógica deve promover a exposição contínua a conteúdos desafiadores, sem interferência direta no ritmo de desenvolvimento, para que a aprendizagem ocorra por assimilação espontânea.
A perspectiva inatista compreende o desenvolvimento como decorrente da maturação biológica do sujeito, sendo o ensino entendido como interferência secundária e eventual, uma vez que a aprendizagem é um processo natural e progressivo da mente humana.