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A concepção contemporânea de infância, expressa nas políticas públicas e nos documentos curriculares brasileiros, redefine a posição da criança como sujeito histórico, social e cultural, dotado de potencial de participação e autoria.
Considerando as bases epistemológicas dessa concepção e as implicações pedagógicas da noção de autonomia na Educação Infantil, pode-se concluir que:
O entendimento de infância assumida pela BNCC parte da compreensão da criança como sujeito de direitos, cuja autonomia se manifesta sobretudo nas situações de escolha e tomada de decisão, sendo a dimensão cognitiva o principal indicador de sua capacidade de autoria e independência.
A noção de infância contemporânea reconhece a criança como produtora de cultura, cujas ações simbólicas e expressivas participam da constituição do mundo social; nesse contexto, a autonomia emerge como prática relacional, construída no diálogo entre liberdade, responsabilidade e alteridade.
A concepção de criança adotada na Educação Infantil, segundo as orientações das DCNEI, enfatiza sua condição biológica e emocional, admitindo que a autonomia é uma etapa do amadurecimento afetivo e, portanto, depende do desenvolvimento neurológico e das experiências de socialização escolar mediadas pelo adulto.
A criança é compreendida como sujeito em desenvolvimento que, mediante intervenções pedagógicas planejadas, internaliza gradativamente as normas de convivência social e os valores coletivos, alcançando autonomia como resultado da adaptação progressiva ao meio e da capacidade de autorregulação moral.