Imagem de fundo

No livro Psicopedagogia: uma prática, diferentes estilos, organizado por Edith Rubinste...

No livro Psicopedagogia: uma prática, diferentes estilos, organizado por Edith Rubinstein, no capítulo “A transferência no atendimento psicopedagógico”, Cybelle Weinberg discute a presença de vínculos transferenciais no atendimento psicopedagógico e os cuidados que o profissional deve observar ao conduzir o processo. Neste contexto, é correto afirmar que:


A

no atendimento psicopedagógico, a transferência deve ser evitada por meio de tarefas pedagógicas integrativas, pois o contato afetivo próximo, típico da transferência, favorece dependência; cabe ao psicopedagogo restringir-se à aplicação de atividades previamente planejadas.


B

no atendimento psicopedagógico, a transferência deve ser interpretada de modo sistemático, pois toda reação afetiva do paciente constitui material analítico; cabe ao psicopedagogo revelar os conteúdos inconscientes que impedem a criança de aprender, buscando interpretá-los.


C

no atendimento psicopedagógico, a transferência deve ser neutralizada desde o início, pois sentimentos afetivos, hostis ou ambivalentes comprometem a objetividade da intervenção; cabe ao psicopedagogo manter distância emocional rigorosa do paciente, neutralizando a transferência; neste contexto o psicopedagogo deve restringir-se à aplicação de atividades previamente planejadas.


D

no atendimento psicopedagógico, a transferência deve ser conduzida como técnica central do tratamento, pois o vínculo com o profissional reproduz simbolicamente a relação escolar; cabe ao psicopedagogo deslocar a elaboração psíquica do sintoma em direção a sua elaboração. Cabe ao psicopedagogo revelar os conteúdos inconscientes que impedem a criança de aprender, buscando interpretá-los.


E

no atendimento psicopedagógico, a transferência deve ser reconhecida como possível, mas o psicopedagogo não está instrumentalizado para interpretá-la como em uma análise; cabe-lhe observar suas manifestações e sustentar a relação de aprendizagem sem confundir a história do paciente com a sua própria.