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Uma pesquisa realizada com 500 mil professores e estudantes...

Uma pesquisa realizada com 500 mil professores e estudantes das redes públicas de cinco estados brasileiros identificou que estudantes capazes de contar com seus professores para falar sobre sentimentos apresentam média de propósito de vida 16% maior do que os demais, e que essa diferença sobe para 30% quando se controla o indicador de saúde mental. O mesmo estudo aponta que as competências socioemocionais respondem por 54,9% dos fatores que influenciam o desenvolvimento do propósito de vida dos estudantes, e que a qualidade da relação com o docente responde por 14,7%. Paralelamente, pesquisadores e educadores de cultura popular têm defendido que a prática pedagógica deve articular os saberes do território, as raízes culturais dos estudantes e as tradições comunitárias como base da construção de identidade e pertencimento, em consonância com a obrigatoriedade curricular do estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. Considerando os fundamentos da mediação pedagógica, da aprendizagem socioemocional e da educação para a diversidade, a prática docente que integra o desenvolvimento de competências socioemocionais ao trabalho com os saberes culturais do território e melhor se sustenta diante desse conjunto de evidências é aquela que:


A

Concentra os momentos de trabalho explícito com competências socioemocionais nos projetos integradores e nas práticas coletivas para preservar a intencionalidade disciplinar dos demais tempos pedagógicos.


B

Reconhece que o vínculo afetivo com o docente e o pertencimento identitário são condições pedagógicas que potencializam mutuamente o propósito de vida e a aprendizagem.


C

Atribui centralidade à participação das famílias e da comunidade na construção do propósito de vida, enquanto o docente organiza pedagogicamente esses vínculos no interior do projeto escolar.


D

Prioriza as estratégias de acolhimento emocional como condição prévia ao trabalho com conteúdos disciplinares, dado que a mediação afetiva qualificada é o que torna o estudante disponível para a aprendizagem cognitiva.


E

Organiza o aprofundamento das questões identitárias em componentes e momentos curriculares mais diretamente voltados à linguagem, à expressão e à reflexão ética, sem prejuízo de articulações pontuais com as demais áreas.