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Ser professor não significa estar sempre certo, não ter problemas psicológicos, ser vítima dos alunos ou estar inocente em todas as situações ocorridas em classe. Como qualquer outro ser humano, ele está sujeito à psicologia e à psicopatologia humanas, isto é, a apresentar distúrbios psiquiátricos, psicológicos orgânicos, sociais etc. Um importante sinal que a realidade oferece é a comparação com outros professores que ministram aulas para as mesmas classes. Se tudo acontece naquela sala com um único professor e é com este que as outras turmas também "aprontam", pois provavelmente esse docente deve ser o "problemático" (ser muito bonzinho, não conseguir estabelecer a ordem, perder a autoridade inerente à função de professor, ser incapaz de reagir às provocações dos alunos etc.). Tudo isso pode gerar indisciplina em classe, desde o suficiente para prejudicar a aula até o bastante para inviabilizá-la.
Fonte: Tiba, Içami. Disciplina, limite na medida certa / Içami Tiba. - São Paulo: Editora Gente, 1996.
Portanto, abaixo estão alguns problemas bastante comuns relacionados aos comportamentos dos professores em sala de aula que podem gerar a indisciplina, EXCETO:
Ser fanático por algum tema, como política ou futebol, permitindo aos alunos criar facilmente um elemento de dispersão.
Discutir as questões alheias à aula, como pregações ideológicas, principalmente políticas.
Ser bem humorado, estabelecendo limites compatíveis e movimentando-se durante as aulas.
Não estabelecendo limites adequados.
Ser excessivamente severo (exercendo a autoridade pela força, não por despertando interesses e participações nos alunos).