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Em uma reunião pedagógica, um professor de Ensino Religioso...

Em uma reunião pedagógica, um professor de Ensino Religioso afirma que, por ser pessoalmente vinculado a uma determinada tradição religiosa, tem dificuldade em apresentar certas tradições com a mesma profundidade e equanimidade que apresenta a sua própria. Diante de um colega que questiona se esse posicionamento compromete a prática docente, o professor responde que a subjetividade é inerente a qualquer ato pedagógico. Considerando os princípios éticos e profissionais que regem a atuação do professor de Ensino Religioso na escola pública, é correto afirmar que:


A

O professor tem razão ao invocar a subjetividade como dimensão inerente à docência, pois nem toda prática pedagógica é mediada por valores pessoais. No entanto, no Ensino Religioso, isso exige do docente um esforço metacognitivo explícito de revisão das próprias crenças para que a subjetividade não se converta em viés pedagógico que prejudique a equanimidade do tratamento das tradições.


B

A postura do professor revela uma tensão real e irresolúvel entre pertença religiosa e prática docente no ER não confessional, o que justificaria a adoção de um modelo de recrutamento que priorizasse docentes sem vínculo declarado com qualquer tradição religiosa para garantir a imparcialidade no tratamento dos conteúdos.


C

A subjetividade é, de fato, constitutiva da prática docente, mas no contexto do ER não confessional a ética profissional exige que o professor desenvolva competência para apresentar todas as tradições com profundidade e equidade, reconhecendo seus limites formativos e buscando atualização, sem que a pertença pessoal funcione como justificativa para assimetrias no tratamento curricular.


D

O professor age de forma eticamente coerente ao reconhecer seus limites, pois a transparência sobre as próprias convicções é um valor pedagógico mais relevante do que a pretensão de neutralidade. Nesse sentido, o ER não confessional pode ser mais eficaz quando o professor compartilha abertamente sua pertença religiosa como ponto de partida para o diálogo sobre diversidade.