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Uma professora do 2.º ano percebe que Lucas, um aluno com...

Uma professora do 2.º ano percebe que Lucas, um aluno com dificuldades de leitura, desenvolveu uma estratégia própria de participação: ele memoriza textos ouvidos e os recita como se estivesse lendo, mantendo coerência com a entonação e o ritmo do gênero textual trabalhado. A professora, ao identificar esse comportamento, precisa decidir como agir de forma pedagogicamente coerente, reconhecendo o saber do estudante sem abrir mão da intervenção pedagógica intencional, preservando a dignidade do aluno e o compromisso social do educador.


Do ponto de vista da didática crítica e das relações éticas no ensino, e considerando os princípios da relação professor-aluno, a professora deve:


A

Registrar a estratégia de Lucas como indicador diagnóstico relevante e comunicar à família a necessidade de acompanhamento especializado externo, assegurando que as intervenções pedagógicas em sala sejam realizadas em paralelo ao suporte clínico indicado.


B

Reconhecer a estratégia de Lucas como um saber legítimo em construção, utilizá-la como ponto de partida para intervenções pedagógicas intencionais que ampliem gradativamente seu domínio do código escrito, sem desqualificar sua forma própria de participação nas práticas letradas.


C

Propor a Lucas atividades de leitura mediada com pares mais proficientes, tratando sua estratégia de memorização como um desvio comportamental a ser corrigido progressivamente, priorizando a decodificação formal como via legítima de acesso à cultura escrita.


D

Valorizar a estratégia de Lucas como evidência de desenvolvimento da oralidade e da memória discursiva, propondo atividades que fortaleçam essas competências como base para a entrada na cultura escrita, sem antecipar intervenções sobre o código antes de sua manifestação espontânea.