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Durante um atendimento individual, um estudante do Ensino Médio relata ao orientador educacional que presencia regularmente situações de violência doméstica contra sua mãe e que, em alguns momentos, também é agredido fisicamente pelo padrasto. O estudante pede que o orientador mantenha sigilo absoluto sobre o que foi relatado, alegando medo de represálias. Diante dessa situação, o comportamento ético e legalmente fundamentado do orientador educacional é:
Informar a situação à equipe pedagógica e à gestão escolar para que, conjuntamente, seja construída uma estratégia institucional de proteção ao estudante, considerando que decisões de acionamento externo em casos de violência doméstica demandam planejamento cuidadoso para não agravar os riscos a que o adolescente já está exposto.
Comunicar imediatamente o caso à direção escolar e solicitar que a direção acione o Conselho Tutelar, pois a responsabilidade legal pela comunicação de situações de risco é da gestão escolar, e não do orientador educacional individualmente.
Receber o estudante com escuta empática e, respeitando o vínculo de confiança construído no atendimento, informá-lo de que qualquer decisão sobre comunicação externa será tomada de forma compartilhada, considerando seu protagonismo no processo, os riscos envolvidos e os princípios éticos que norteiam a atuação do orientador educacional.
Acolher o estudante com escuta empática, esclarecer os limites legais do sigilo profissional nessa situação, comunicar o caso ao Conselho Tutelar em razão da suspeita de violência contra criança ou adolescente e manter o acompanhamento contínuo do estudante.


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