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Uma professora do Ensino Fundamental percebe que um estudante venezuelano recém-chegado ao Brasil evita participar das atividades orais e demonstra dificuldades de interação em razão das barreiras linguísticas. Durante uma reunião pedagógica, parte da equipe sugere reduzir a participação desse aluno em atividades coletivas até que ele apresente maior domínio da língua portuguesa. Considerando os princípios da educação intercultural e da inclusão escolar, qual é a conduta pedagogicamente mais adequada?
Organizar práticas de acolhimento que valorizem a língua materna e os saberes culturais do estudante, promovendo mediações linguísticas e estratégias colaborativas de integração no cotidiano escolar.
Estruturar inicialmente atividades pedagógicas diferenciadas e parcialmente desvinculadas das interações coletivas, priorizando a consolidação da competência linguística como condição para uma participação mais efetiva nos processos colaborativos da turma.
Adotar avaliações diagnósticas contínuas para verificar o grau de assimilação linguística e cultural do estudante, ajustando progressivamente sua inserção nas atividades coletivas conforme os padrões de desempenho observados pela escola.
Priorizar práticas curriculares centradas em conteúdos comuns e referências nacionais compartilhadas, buscando reduzir abordagens culturais específicas que possam ampliar sentimentos de estranhamento e fragmentação identitária entre os estudantes.