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A transposição das matrizes afrorreferenciadas para o...

A transposição das matrizes afrorreferenciadas para o ensino fundamental colide com o imaginário eurocentrado e dogmático do corpo discente. Diante da possibilidade de articular as dimensões do conhecimento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com a interculturalidade crítica, assinale a alternativa que equaciona o impasse metodológico sob a perspectiva da de(s)colonização dos saberes.


A

A resistência discente às cosmogonias de terreiro sinaliza uma captura da agência pela hegemonia ocidental, o que impele o docente a recuar para a dimensão da crítica teórica, priorizando o registro historiográfico em detrimento da experimentação psicofísica.


B

A superação do hiato religioso exige o deslocamento do signo “mitologia” para os conceitos de ancestralidade e corpoteatralidade. A solução reside em operar tais matrizes como fundamentos da oralidade e da circularidade, convertendo o rito em princípio de cena e não em objeto de proselitismo confessional.


C

O ensino de artes nos anos finais deve abster-se de poéticas ancestrais para salvaguardar a laicidade estatal prevista na BNCC, priorizando a teleologia do cânone greco-latino a fim de mitigar fricções de ordem dogmática no ecossistema escolar.


D

A hegemonia do modelo clássico no repertório dos alunos impõe que o currículo observe uma linearidade estética, consolidando o espólio europeu para, somente no ensino médio, tencionar as estéticas afrodiaspóricas como hibridismos periféricos.


E

O diagnóstico de intolerância em sala de aula prescreve que o docente converta o conteúdo estético em Teatro do Oprimido, restringindo-se à dimensão da reflexão ética e ao combate direto ao racismo, abdicando da investigação de linguagens corporais de matriz sagrada.