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Uma professora recebe em sua turma um estudante que apresenta histórico de dificuldades persistentes de aprendizagem. Inspirada na Experiência de Aprendizagem Mediada (EAM), ela passa a selecionar cuidadosamente os estímulos apresentados, explicita os objetivos das atividades, ajuda o aluno a identificar relações entre conceitos e adapta suas intervenções às necessidades observadas durante o processo. De acordo com a concepção de Feuerstein (1980 apud Silva; Lourenço, 2025), essa prática evidencia que:
A mediação é relevante para favorecer o acesso aos conteúdos escolares, porém sua principal função consiste em adaptar o ensino ao nível atual de desempenho do estudante, sem necessariamente promover alterações significativas em suas estruturas cognitivas.
O papel do mediador consiste em organizar e contextualizar os estímulos apresentados ao aprendiz, permitindo melhor compreensão dos conteúdos, embora o desenvolvimento cognitivo dependa predominantemente das características individuais previamente estabelecidas.
A intervenção do mediador favorece a aprendizagem ao tornar os estímulos mais significativos, contribuindo para avanços no desempenho escolar, mas sem assumir papel determinante na transformação das capacidades cognitivas do indivíduo.
A intervenção intencional do mediador pode modificar a forma como o aluno processa os estímulos e favorecer seu desenvolvimento cognitivo.