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Zanini e Leite (in Ostetto, 2008) narram a experiência de implementação de uma dinâmica de roda de conversa em uma turma de crianças na Educação Infantil. As autoras, atuando como estagiárias, relatam a dificuldade que enfrentaram para estabelecer um clima convidativo e efetivo para as trocas entre as crianças nessa atividade rotineira.
Ao analisarem o que aconteceu no episódio e pensarem em premissas importantes para a dinâmica, as autoras atentam para a necessidade de a roda
seguir normas preestabelecidas, como a definição prévia da sequência de falas das crianças e do educador.
caracterizar-se sobretudo como estratégia de transmissão de conteúdos, conduzida pelo educador e pressupondo a atenção das crianças.
compelir as crianças à participação equilibrada, a partir da divisão equitativa dos tempos de fala estabelecida pelo adulto.
permitir a abertura ao diálogo e a experiência de ouvir o outro, o que deve partir primeiramente da atitude do educador.
constituir-se como momento de avaliação do comportamento infantil, permitindo ao educador enfocar atitudes indesejáveis do grupo.