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Ao orientar pais de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma terapeuta explica que o objetivo da intervenção não é apenas ensinar palavras isoladas, mas criar condições para que a criança compreenda que a comunicação acontece por meio da interação com o outro. Durante as sessões, a profissional acompanha os interesses espontâneos da criança, utiliza brincadeiras significativas, insere gradualmente objetivos terapêuticos nas atividades escolhidas por ela, e reforça naturalmente as respostas comunicativas adequadas.
Segundo a abordagem naturalista da Análise do Comportamento Aplicada (ABA), essa forma de intervenção fundamenta-se no princípio de que
a aprendizagem da comunicação ocorre principalmente por meio de sessões estruturadas e repetitivas, nas quais o terapeuta controla todos os estímulos do ambiente para reduzir distrações e aumentar a precisão das respostas.
o sucesso da intervenção depende da atuação exclusiva do terapeuta, cabendo aos pais apenas reproduzir as atividades prescritas durante as sessões clínicas.
o principal objetivo da intervenção é extinguir rapidamente os comportamentos inadequados, uma vez que a aquisição da linguagem ocorre como consequência automática da redução desses comportamentos.
o ensino da comunicação ocorre em contextos naturais e motivadores, utilizando os interesses da criança para oportunizar interação social, reforçando comportamentos comunicativos funcionais e promovendo sua generalização para a rotina.
o desenvolvimento da linguagem depende da repetição intensiva de palavras e comandos verbais, sendo o reforço positivo utilizado apenas após a emissão correta da fala.