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No âmbito dos serviços socioassistenciais, as oficinas socioeducativas e as práticas coletivas constituem ferramentas centrais na dimensão pedagógica do trabalho social. No contexto das abordagens críticas e emancipatórias da educação e dos princípios das metodologias participativas, essas oficinas e práticas justificam-se porque
as oficinas socioeducativas no SUAS devem centrar-se no repasse diretivo de conteúdos instrucionais e técnicos, utilizando o espaço grupal para homogeneizar os comportamentos dos usuários e adequá-los às normas institucionais.
a intervenção pedagógica consistirá na utilização dos recursos lúdicos, artísticos e culturais como mediadores da problematização das experiências do grupo, articulando os saberes e as experiências dos participantes para a reflexão crítica e tomada de consciência sobre direitos e para a construção coletiva de possibilidades de ação.
o grupo, na metodologia participativa do SUAS, é compreendido como um espaço de alienação positiva, cujo objetivo principal é o entretenimento espontâneo para afastar temporariamente os indivíduos dos conflitos vivenciados no território.
as metodologias participativas e de educação em grupo são indicadas exclusivamente para o público infantil, uma vez que o formato de oficinas socioeducativas perde sua intencionalidade pedagógica e a eficácia técnica quando aplicado a adultos ou idosos.
o planejamento das práticas coletivas deve abdicar do rigor metodológico e de seus objetivos prévios, na dimensão pedagógica do SUAS, operando, assim, sob a lógica da neutralidade ideológica para não interferir na dinâmica cultural espontânea da comunidade.