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Em uma escola pública situada em um território de alta...

Em uma escola pública situada em um território de alta vulnerabilidade social, uma equipe formada por pedagogos do CREAS e profissionais da atenção primária à saúde planejou uma ação intersetorial. A proposta era abordar a prevenção e o uso de substâncias psicoativas entre adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto. Em um diálogo com o grupo de professores da escola, no planejamento, um docente sugeriu palestras com ex-dependentes químicos para detalhar as consequências físicas e morais do uso de drogas. O argumento era o de que “mostrar o fundo do poço poderia produzir impacto, medo e afastar os jovens das substâncias”. Um pedagogo da equipe intersetorial, entretanto, interveio e argumentou sobre a intervenção pedagógica, considerando o referencial da redução de danos no contexto da escola promotora de saúde.

Com base nessa situação hipotética, assinale a opção que apresenta a argumentação e a ação metodologicamente coerentes com a redução de danos.


A

propor a substituição das palestras diretivas e moralistas por oficinas dialógicas e participativas para debater a relação dos jovens com o território, com a cultura e com as drogas, favorecendo o autocuidado, o acesso à informação qualificada e a autonomia dos adolescentes


B

manter as palestras com relatos sobre experiências de pessoas com a dependência, pois a pedagogia do impacto psicológico sensibiliza os adolescentes quanto às consequências do consumo e provoca a abstinência imediata dos adolescentes. Dessa forma, será possível implementar medidas socioeducativas


C

sugerir que a escola terceirize a temática das drogas para a área de segurança pública e de justiça, cabendo aos pedagogos das equipes e professores da escola a identificação e a exclusão sumária das atividades pedagógicas coletivas dos jovens que apresentem sinais de consumo para evitar a influência em outros jovens


D

defender a adoção de uma abordagem focada na padronização comportamental individual, prescrevendo regras bem definidas e objetivas de conduta e sanções administrativas para quem não atingir a abstinência, eximindo o debate sobre as vulnerabilidades sociais que afetam o território


E

realizar intervenções com dinâmicas lúdicas que evitem tocar diretamente no tema das substâncias ou nas realidades vivenciadas pelos jovens, garantindo uma neutralidade institucional que anule as tensões cotidianas do território