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Ao elaborar o planejamento do início do ano letivo, uma professora de Educação Infantil propôs a reorganização dos espaços da sala de referência, criando ambientes permanentes destinados à leitura, às artes, às construções, às brincadeiras simbólicas, às investigações científicas e às experiências sensoriais. Paralelamente, estruturou uma rotina flexível, prevendo momentos de exploração livre, atividades mediadas, interações entre pares e registros das descobertas das crianças. Durante a reunião pedagógica, um colega argumentou que tal organização reduziria o tempo destinado ao ensino de conteúdos formais, comprometendo a preparação das crianças para o Ensino Fundamental.
À luz das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, da Base Nacional Comum Curricular e das concepções contemporâneas de infância, assinale a alternativa que apresenta a interpretação mais adequada acerca da organização dos espaços e tempos pedagógicos na Educação Infantil.
Os ambientes educativos possuem função predominantemente recreativa, cabendo ao professor concentrar o processo de ensino nos momentos de atividades dirigidas.
A organização intencional dos espaços, dos materiais, das interações e das rotinas constitui elemento estruturante da prática pedagógica, favorecendo o desenvolvimento integral, a autonomia, a investigação e as múltiplas linguagens das crianças.
A livre circulação das crianças pelos diferentes ambientes elimina a necessidade de planejamento pedagógico sistemático por parte do professor.
A preparação para o Ensino Fundamental exige que a maior parte da rotina seja destinada ao ensino sistemático da leitura, da escrita e do cálculo.