

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
A atuação do professor de Ensino Religioso em um Estado laico exige uma postura ética que transcenda a própria fé. Edgar Morin (2005), ao tratar da "ética do gênero humano", e Paulo Freire, em sua defesa da "ética da universalidade do ser humano", convergem para a ideia de que o educador deve ser um mediador que respeita a autonomia do estudante.
Considerando o respeito à laicidade e à pluralidade, marque a alternativa correta.
A postura profissional do professor de Ensino Religioso é validada pela sua capacidade de identificar qual religião é a "verdadeira" ou a "mais correta", orientando os alunos a abandonarem visões de mundo consideradas "atrasadas" ou "supersticiosas" em nome de um progresso racionalista e científico.
A ética profissional do professor de Ensino Religioso, no contexto da laicidade, permite que ele utilize a sala de aula para o proselitismo, desde que ele avise previamente aos alunos que aquela é a sua interpretação pessoal e que eles não são obrigados a concordar.
O professor de Ensino Religioso deve pautar sua postura na "neutralidade axiológica", o que significa que ele deve esconder suas próprias crenças ou descrenças, tornando-se um agente invisível que apenas apresenta fatos históricos, sem permitir que o aluno estabeleça conexões com sua própria vivência ou com a ética cotidiana.
A ética docente, sob a ótica da laicidade, exige que o professor reconheça a escola como um espaço público e plural. Isso implica que sua prática deve ser orientada pelo respeito à liberdade de consciência de cada estudante, evitando a imposição de dogmas e promovendo o diálogo inter-religioso, onde a autoridade do professor reside na sua capacidade de mediar o conhecimento e não de converter.
Para assegurar a laicidade, o professor deve proibir qualquer menção a símbolos ou narrativas religiosas dentro da sala de aula, tratando a religião como um tema proibido, pois, segundo a interpretação estrita do Estado laico, a religiosidade é um fator de desordem que deve ser mantido fora do ambiente escolar.