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A educação inclusiva, conforme preconizada pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI) e por autores como Maria Teresa Eglér Mantoan (2003), pressupõe que a escola deve se transformar para atender a todos, sem exceção. No contexto do Ensino Religioso, a inclusão exige que o fenômeno religioso seja acessível a estudantes com deficiência, rompendo com a visão de que a espiritualidade é um campo restrito à "normalidade" cognitiva ou sensorial. Considerando os princípios da inclusão, marque a alternativa correta.
A acessibilidade no Ensino Religioso limita-se à adaptação física do espaço (rampas e banheiros), pois a natureza da disciplina, sendo focada em valores e espiritualidade, não exige adaptações metodológicas, bastando que o aluno esteja presente fisicamente na sala de aula.
A inclusão no Ensino Religioso é um dever exclusivo do professor de educação especial, não devendo o professor titular da disciplina se preocupar com a acessibilidade, uma vez que o currículo de Ensino Religioso é padronizado e não permite flexibilizações para atender necessidades específicas.
Segundo a perspectiva de Mantoan, a inclusão escolar é um processo que exige a eliminação das barreiras pedagógicas e atitudinais; portanto, o Ensino Religioso deve ser planejado com o uso do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), garantindo que as narrativas, os símbolos e os valores das tradições religiosas sejam acessíveis por múltiplas formas de representação, expressão e engajamento, respeitando as singularidades de cada estudante.
A inclusão de estudantes com deficiência no Ensino Religioso deve ser realizada apenas através de atividades de socialização, sendo dispensável a adaptação curricular dos conteúdos sobre as tradições religiosas, visto que a complexidade teológica é inacessível para esse público.
O atendimento educacional inclusivo no Ensino Religioso deve ser realizado preferencialmente em salas de recursos multifuncionais isoladas, onde o professor de Ensino Religioso deve criar um currículo paralelo e simplificado, evitando que o aluno com deficiência tenha contato com os debates sobre diversidade religiosa realizados com a turma regular.