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Na reunião de planejamento pedagógico, os professores de Ciências e Biologia debateram a implementação da sala de aula invertida. Um deles manifestou preocupação, afirmando que disponibilizar vídeos, textos e podcasts antes da aula presencial “fará com que os alunos cheguem ao laboratório sabendo toda a teoria de forma autônoma, o que tornará a aula presencial obsoleta e esvaziada de função pedagógica”. Tendo em vista as bases teóricas e a reorganização do espaço-tempo pedagógico apresentadas por Bacich e Moran (2018), assinale a alternativa que caracteriza corretamente o papel do professor nesse modelo.
O modelo prevê que o momento presencial seja destinado exclusivamente à aplicação de avaliações somativas individuais e testes rápidos com consulta, garantindo a aferição da leitura prévia realizada em ambiente doméstico.
Na sala de aula invertida, a função do professor expande-se qualitativamente no momento presencial, deixando de ser um transmissor de informações básicas para atuar como mediador em atividades de alta complexidade cognitiva, como resolução de problemas, debates e projetos.
O material disponibilizado na etapa prévia ao encontro presencial substitui a mediação docente, pois as tecnologias digitais integradas possuem algoritmos de inteligência artificial capazes de sanar todas as dúvidas conceituais antes do encontro físico.
A inversão da sala de aula é recomendada unicamente para conteúdos de Biologia que demandem memorização de nomenclaturas e ciclos taxonômicos, nos quais a intervenção analítica do professor é considerada opcional pela literatura.
O sucesso do modelo fundamenta-se na transferência do foco do processo de ensino-aprendizagem para os recursos tecnológicos, estabelecendo que a sofisticação da plataforma digital utilizada dita a eficiência cognitiva do estudante.