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Ao analisar os resultados do primeiro trimestre, o coordenador pedagógico de uma escola localizada em uma região de alta vulnerabilidade social constatou elevados índices de infrequência e defasagem na aprendizagem entre parte dos estudantes. Durante o conselho de classe, alguns professores argumentaram que as condições socioeconômicas e culturais das famílias limitavam as possibilidades de aprendizagem, defendendo a simplificação do currículo e a redução das exigências acadêmicas. Diante desse cenário, o coordenador propôs um processo de formação continuada voltado à reflexão sobre a função social da escola pública e o direito à educação de qualidade. Nessa perspectiva, a equipe docente deve compreender que:
a democratização do ensino e o enfrentamento das desigualdades exigem que a escola assegure a todos os estudantes a apropriação crítica dos conhecimentos historicamente produzidos, ampliando suas possibilidades de participação social e exercício da cidadania
as desigualdades sociais justificam a flexibilização permanente das expectativas de aprendizagem, cabendo à escola priorizar ações assistenciais em detrimento do acesso aos conhecimentos científicos e culturais
a função social da escola consiste em identificar os estudantes com maior potencial acadêmico, direcionando-os para percursos formativos diferenciados conforme seus desempenhos
as dificuldades de aprendizagem decorrentes das condições socioeconômicas possuem natureza predominantemente individual, limitando a capacidade de intervenção pedagógica da escola