De acordo com Eulália Bassedas, em seu livro Aprender e ensinar na educação infantil (2008), quando as crianças chegam à escola, cada uma possui diferentes experiências familiares. Essas experiências, juntamente com características próprias geneticamente adquiridas, configuram um determinado grau de competência em relação à capacidade de expressar-se, de relacionar-se e manifestar sentimentos. As características diferenciais são mais evidentes em meninos e meninas que vivenciaram situações de carências graves (afetivas e relacionais). Nesse caso, a escola infantil pode
desenvolver minimamente as experiências afetivas, emocionais e relacionais das crianças, por serem ainda muito pequenas.
organizar-se em torno de situações que afastem as crianças de frustrações, mágoas, aborrecimentos, para que possam se sentir mais felizes.
colaborar na perspectiva assistencial, como quem guarda as crianças enquanto os pais ou responsáveis trabalham fora.
encaminhar as crianças em situações graves de carência, sejam estas de ordem econômica, cultural ou afetiva, para acompanhamento psicológico.
contribuir de uma maneira eficaz para compensar diferenças que, muitas vezes, são causadas por carências do tipo social, econômico ou cultural.