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“A tendência da criança muito pequena é satisfazer seus desejos imediatamente. Normalmente, o intervalo entre um desejo e a sua satisfação é extremamente curto. Certamente, ninguém jamais encontrou uma criança com menos de três anos de idade que quisesse fazer alguma coisa dali a alguns dias, no futuro. Entretanto, na idade pré-escolar surge uma grande quantidade de tendências e desejos não possíveis de serem realizados de imediato” (Vygotsky, A Formação Social da Mente, 2003, p.122). Sobre esse assunto, na perspectiva de Vygotsky, é correto afirmar que:
No início da idade pré-escolar, quando surgem os desejos que não podem ser imediatamente satisfeitos ou esquecidos, o comportamento das crianças muda. Para resolver essa tensão, os pais devem ensinar-lhes noções básicas de tempo e espaço para que compreendam que somente mais tarde poderão realizar certas ações.
No brinquedo/brincadeira, os objetos ganham uma força determinadora porque a criança pré-escolar não é capaz de agir de forma independente daquilo que vê, ou seja, os objetos na brincadeira representam exatamente aquilo que representam fora da brincadeira: um pedaço de madeira é um pedaço de madeira, um cabo de vassoura é um cabo de vassoura.
Na idade pré-escolar, quando as crianças brincam, o pensamento está separado dos objetos e a ação surge das ideias e não das coisas: um pedaço de madeira torna-se um boneco e um cabo de vassoura torna-se um cavalo.
É enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança porque através dele a criança fica entretida, silenciosa, calma, permitindo, assim, que tanto a professora quanto os familiares da criança possam realizar suas atividades sossegadamente. Desse modo, a principal função da brincadeira é preencher tempos ociosos, descarregar energias e entreter.