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As Orientações Curriculares para o Ensino Médio, contidas em Brasil (2006), em determinado ponto do texto, trazem as seguintes considerações:
Apesar de anteriormente termos tratado o esporte como conteúdo, somos obrigados a reconhecer que, analisando o contexto e o cotidiano escolar [...], a forma como os conteúdos são tratados nas escolas nas últimas décadas acabam por torná-los formas esportivas/competitivas por excelência, deixando em segundo plano outros temas e perspectivas de formação próprios da Educação Física. Praticamente todos os conteúdos, dos jogos populares às danças de salão, foram transformados em práticas de disputas, com regras formalizadas e institucionalizadas, organização de torneios e premiação aos melhores. Nesse caso, os temas gerais da escola e os específicos da Educação Física ficaram à mercê do processo de esportivização da comunidade escolar. Essa forma esportiva de tratar os conteúdos acabou por transformar a competição como princípio das relações educativas. A competição ganha tal força como se essa fosse a única maneira de se promover a formação das pessoas, em especial dos nossos jovens (BRASIL, p. 230-231).
Com base nessas considerações, é correto afirmar que a
garantia do direito de acesso aos conhecimentos produzidos culturalmente e presentes nas práticas corporais, em geral, deve ser viabilizada, preferencialmente, a partir das diferentes práticas esportivas.
possibilidade de compreender as práticas esportivas, considerando sua natureza social e cultural, da mesma forma que, em relação às demais práticas corporais, permite superar um referencial único de abordagem dessas mesmas práticas.
construção cultural das práticas corporais, bem como o questionamento dos valores e dos padrões usualmente a elas vinculados, tem por base as práticas esportivas já consolidadas na nossa sociedade.
apropriação das práticas esportivas, uma vez vividas, experimentadas e incorporadas pelos alunos, permite, tanto na forma quanto nos sentidos e valores a elas atribuídos, melhor compreensão das práticas corporais em geral.
compreensão do jogo e da brincadeira, como práticas esportivas e direito social do aluno, reflete a produção de saberes e de conhecimentos balizadora das práticas corporais.