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Leia, abaixo, o registro de um diálogo com Édson, uma criança de seis anos que gosta de contar o que faz na escola:
“- Sabe, hoje eu fiz matemática (...)
- O que você fez de matemática? – perguntamos.
- Alição de ligar.
- Explica como é essa lição. – solicitamos.
- Tem que ligar os patinhos nos números.
Onde tem só um patinho fica ligado o 1; o 5 fica com o montinho que tem cinco patinhos... A professora disse que tá certo fazer assim. O meu amigo fez tudo errado e ela disse que não pode.” (SEBER, 1985, p. 24)
O relato do menino permite observar que as atitudes de sua professora se encaixam na perspectiva:
empirista-associacionista, que entende a aprendizagem como processo de mudança de respostas, ou seja, em função das instruções recebidas, as respostas vão sendo substituídas por outras mais elevadas
racionalista-desenvolvimentista, que compreende a aprendizagem como resultado do desenvolvimento racional, que ocorre à medida que as percepções sensoriais e as experiências sociais vão acontecendo
inatista-maturacionista, na qual desenvolvimento e aprendizagem se confundem, pois a idade e a maturação orgânica combinadas à ausência de conflitos garantem a passagem de um estágio inferior para outro superior
socioconstrutivista, que defende a aprendizagem como produto das múltiplas interações com o mundo, sendo a criança a protagonista do processo de criação de seu próprio conhecimento, influenciada pelo mundo social adulto