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Nas orientações didáticas para crianças de zero a três anos, aborda-se a necessidade de que os adultos se refiram a elas pelo nome, bem como assegurem que elas conheçam os nomes de todos em seu convívio, inclusive os professores e os pais tenham seu nome acrescido às formas de chamamento, por exemplo: “Professora Rita” ou “Papai João”. Qual o objetivo disso?
Construir a identidade e progressiva autonomia pessoal das crianças. É importante a clareza, para as crianças, que professor e professora são profissionais e não membros da família, por isso não podem ter sua identidade diluída por trás de um título que, a bem da verdade, não lhes pertence. Quanto às mães e pais, eles precisam ser reconhecidos para além do papel social que desempenham.
Explicar que ensinar é profissão que coincide com o ser tia, uma relação de parentesco que maximiza a função e o profissionalismo do educador. Essa maximização não acontece apenas dentro do ambiente escolar, mas desde as grandes instituições responsáveis pela formação dos futuros educadores.
Ressaltar que esse costume surgiu por volta dos anos de 1950, quando crianças aprenderam a chamar as amigas dos pais de tias, por dificuldade de aprender o nome dessas pessoas. Tratando-as por 'tias' o relacionamento das crianças seria facilitado e o aprendizado melhorado.
Lembrar que, como o profissional da creche não precisa ter formação específica, o indicado é que faça cursos livres na área para se preparar e como as crianças exigem apenas um conjunto de cuidados específicos semelhantes a um parente, é indicado a perpetuação desse chamamento carinhoso de “tia”.