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João, professor de uma turma do 5o ano do Ensino...

João, professor de uma turma do 5o ano do Ensino Fundamental I, ao circular pela sala observa que algumas crianças alfabetizadas estavam copiando as lições da lousa no caderno e escrevendo “lissão de caza” e “resouva os problemas”. O professor, então, faz um trato com todos os alunos e afirma que “essas palavras não podem mais ser escritas errado”.


Tendo como referência as afirmações da autora Weisz (1999), é correto afirmar que na cena citada, a intervenção pedagógica do professor João


A

está equivocada, pois Weisz alega que em uma perspectiva construtivista, a correção do erro no momento da produção da criança é inadmissível e não deve ocorrer, pois gera bloqueios na produção dos estudantes, devendo o professor permitir que escrevam da forma que desejarem.


B

é dispensável, já que para Weisz a correção principal é aquela realizada fora da sala de aula, longe dos olhos do aluno, cabendo ao docente marcar os erros no trabalho, para que a atividade seja passada a limpo e o erro não fique presente no produto final, evitando constrangimentos.


C

é adequada, pois Weisz declara que o professor que aceita que o aluno escreva errado palavras bem conhecidas, também estará concordando com essa maneira de escrever, e é importante que o docente tenha claro que certos erros, depois de um tempo de escolaridade, são inaceitáveis.


D

é impertinente, uma vez que Weisz determina que na concepção construtivista supõe-se que a memória e a percepção são os núcleos da aprendizagem, assim, deve-se garantir a correção imediata para que o estudante veja a escrita correta das palavras e não fixe o erro na sua memória.


E

está parcialmente correta, visto que Weisz afirma que a correção é a intervenção mais importante que o professor pode realizar para promover a aprendizagem dos alunos, e que ao corrigir as tarefas, devemos garantir que houve a rápida substituição das respostas erradas pelas respostas certas, solicitando que o aluno reescreva as respostas corretas algumas vezes.