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O processo de hospitalização tende a ser potencialmente traumático para a criança, pois traz modificações intensas em sua rotina, o distanciamento do seu contexto habitual, o afastamento do ambiente escolar e das figuras de vínculo e dos brinquedos.
Sobre o brincar no hospital, é correto afirmar que
o brincar é uma atividade controversa, já que diversos autores sustentam que tende a funcionar como mecanismo de recusa à adesão de crianças ao tratamento proposto.
há um consenso em Psicologia Hospitalar que argumenta que o brincar deve ser dirigido pelo psicólogo, a fim de avaliar aspectos psicológicos da criança que não são verbalizados.
o brinquedo pode proporcionar a continuidade do desenvolvimento, além de se mostrar como um valioso recurso de ressignificação da dor e do sofrimento vivenciado pelas crianças hospitalizadas.
a brincadeira, como atividade eminentemente infantil, proporciona diversos benefícios, porém os brinquedos são, em geral, contraindicados a partir de uma medida de controle de infecção hospitalar.
o brincar é descrito na literatura como uma prática que ameniza os impactos psicológicos da hospitalização, porém ainda se restringe a realidades institucionais privadas, não sendo descrito em hospitais públicos.