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Goidanich e Guzzo (2012) entendem que, no contexto da assistência psicológica no hospital, os pacientes se apresentam, por vezes, mais angustiados com a retrospectiva de vida que a internação reedita do que mobilizados emocionalmente com a hospitalização em si. Isso ocasionaria um resgate psíquico de perdas e das dificuldades experienciadas em sua história de vida.
Em uma unidade de internação, a intervenção psicológica bem fundamentada, dirigida às vivências particulares do paciente frente à hospitalização e/ou adoecimento, mostra-se:
fundamental, já que é a partir da abertura à escuta de conteúdos subjetivos, que o paciente pode situar moldes pessoais de dor e elaborar saídas funcionais a este momento de vida.
questionável, já que a presença do psicólogo acaba por mobilizar conteúdos de sofrimento psíquico que, quando não verbalizados, tendem naturalmente a serem esquecidos.
crucial, uma vez que a demanda psicoterapêutica é generalizada na experiência humana, que é agravada pela permanência no hospital, exigindo assim a modificação do setting adverso que se constitui no hospital.
controversa, já que a assistência psicológica pode amenizar o sofrimento psíquico associado ao contexto e ao momento de vida, mas poderá também mobilizar comportamentos agressivos do paciente dirigidos à instituição.
relevante, guiada pela proposta da amenização de angústias associadas à doença, desencorajando o paciente a tratar de assuntos outros, já que essa fala seria claramente um mecanismo de defesa contra a adesão ao tratamento.