Imagem de fundo

O Filósofo Georges Canguilhem (1904 – 1955) realizou em...

O Filósofo Georges Canguilhem (1904 – 1955) realizou em suas obras algumas críticas a profissão de psicólogo:

“(...) a psicologia não pode, para se definir, prejulgar o que ela é chamada a julgar. Sem o que é inevitável que, propondo-se ela própria como teoria geral da conduta, a psicologia faça sua alguma ideia de homem. É preciso, então, permitir à filosofia perguntar à psicologia de onde ela retira essa ideia, e se não seria, no fundo, de alguma filosofia” (Canguilhem, 2012, p. 403)

A provocação do filósofo para a psicologia, se refletida sob uma lente crítica, não pode ser interpretada como:


A

Que o autor afirma que a psicologia, enquanto ciência é mal fundamentada, e portanto, incapaz de responder as questões sobre a quem compete a designação da atuação psicológica e também sobre a finalidade fundamental do envolvimento deste profissional


B

Que a psicologia em sua busca de responder a questão “quem é o homem” parou de refletir sobre si mesma, perpetuando um ciclo de apropriação de outros saberes e assim se auto reduzindo


C
Que a psicologia, enquanto ciência, deve ser subestimada como teoria, método e técnica

D

Que a psicologia deve ser constantemente, por seus teóricos e profissionais, questionada e impulsionada para além das técnicas, ampliando assim, os sentidos destas práticas