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Andrade e Otani al (2018) citam o conceito de projeto terapêutico singular (PTS) como instrumento potencial para mudar a prática da clínica tradicional rumo à clínica ampliada. O aparecimento e a valorização de um PTS seguiram do contexto da Reforma Psiquiátrica para o campo da Saúde Coletiva e, posteriormente, tiveram sua recomendação pela Política Nacional de Humanização. Com base nas referências citadas, o PTS é uma:
forma de cuidado organizado por ações conjuntas planejadas por uma equipe multidisciplinar, levando em conta a singularidade do usuário, considerando suas necessidades e o contexto social em que faz parte, com ativação de recursos exteriores
garantia de avanço inegável à reforma psiquiátrica, redirecionando a atenção em saúde mental para uma rede de cuidados extra-hospitalares, com base no território, considerando necessidades com utilização de recursos inter-setoriais
garantia do cuidado à pessoa com transtorno mental em serviços de saúde substitutivos ao hospital psiquiátrico, onde estão presentes a oferta de novas modalidades alternativas de tratamento
forma de pensar e agir frente à pessoa com doença mental que vem se consolidando por meio das recentes experiências práticas nos serviços de saúde