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A interface entre a Psicologia e a atenção hospitalar caracteriza-se, primordialmente, por um contexto marcado pelo sofrimento que, em maior ou menor intensidade, apresenta-se como próprios das situações de crise e adoecimento. Este contexto põe à prova os mecanismos adaptativos adequados, o que já justificaria a presença da(o) psicóloga(o) e sua ação no ambiente hospitalar. Frente a objetividade e a resolutividade necessárias neste ambiente, emerge uma demanda de sofrimento adicional, evidenciada pelas subjetividades em jogo nessa vivência hospitalar, tanto do paciente como de seus familiares, cujas repercussões do adoecimento em suas vidas mostram um significado para além da patologia e da sua gravidade. Frente a isso, é importante considerar que:
A experiência de adoecimento e hospitalização enseja a representação de algumas perdas, dentre elas, da autonomia, bem como conduz o paciente a um cenário de crise, em que apenas ele pode atribuir seu próprio sentido ao momento vivido, é o ser-em-situação.
De forma geral, todo paciente hospitalizado tende a chegar a um limiar de afetação que os impedirá de lançar mão de mecanismos adaptativos adequados e a atenção psicológica poderá favorecer este processo.
É evidente que o processo de saúde-doença é um desafio quando se pensa as ações em saúde para além das necessidades individuais, no entanto, não precisam ser consideradas as necessidades de ordem sociais e coletivas, pois o espaço público pede novas técnicas psicológicas de atenção e cuidado.
Os paradigmas tradicionais de atenção em saúde devem ser perpetuados, pois a possibilidade de atenção ao sujeito em sua totalidade se dá através de uma abordagem biomédica de saúde, compondo a equipe multidisciplinar e interdisciplinar.