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É porque existem anomalias experimentadas ou manifestadas como um mal orgânico que existe um interesse — afetivo em primeiro lugar, e teórico, em seguida — pelas anomalias. É por ter se tornado patológico, que a anomalia suscita o estudo científico das diversas anomalias. De seu ponto de vista objetivo, o cientista só quer ver, na anomalia, o desvio estatístico, não compreendendo que o interesse científico do biólogo foi suscitado pelo desvio normativo. (Canguilhem, p. 52, 2007).
A partir da obra de “O normal e o patológico”, de Canguilhem, assinale a alternativa correta a respeito das anomalias:
Uma ciência da anomalia inclui na definição do anômalo uma normativa que permita servir de parâmetro quantitativo do que é ou não saudável. Do contrário, o próprio conceito de saúde se perderia em um relativismo.
Nem toda anomalia é patológica, mas todas fazem parte do que se denomina “mal orgânico” ao qual se integra a normalidade em uma relação de polaridade indissociável que faz parte do processo dinâmico da saúde.
A normalidade é concebida como um processo dinâmico e normativo, do qual o adoecimento é uma forma de desvio qualitativo, implicando em um “mal orgânico”, isto é, uma avaria que perturba o equilíbrio como um todo do corpo.
Nem toda anomalia é patológica, mas só a existência de anomalias patológicas é que criou uma ciência especial das anomalias que tende normalmente a banir, da definição de anomalia, qualquer implicação normativa.