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O que se pode pensar sobre a ação do psicólogo no hospital, de acordo com Knobel, Andreoli e Erlichman (2008)?
O psicólogo descobre que a técnica da psicologia clínica não se molda ao dinamismo da prática da psicologia hospitalar.
O psicólogo promove um olhar diferenciado do fenômeno para além de sua obviedade, na busca do não dito, do concordar com o dito que o paciente “bom” é aquele que não reclama, da escuta atenta.
Em situações em que a desorganização emocional é proeminente, o psicólogo é convidado a ocupar uma posição idealizada de quem é possuidor de respostas e soluções. Ao assumir essa posição o psicólogo assume uma posição de respeito e de condutas organizadas e onipotentes.
O “fazer” do psicólogo numa UTI pode ser ampliado para a equipe visto a preocupação com a saúde mental destes. O trabalho do psicólogo situa-se na interpretação de formas de enfrentamento, seja no cuidado diário ao paciente e suas famílias seja em situações extremas.
No contexto da humanização o profissional da psicologia terá que emprestar suas qualificações, sua visão e seus instrumentos para instituir parcerias com outros profissionais da equipe de forma que estes possam desvalorizar a dignidade humana.