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Considere os seguintes apontamentos de Rosana Onocko-Campos:"Teríamos saúde pública para domesticarmos a neurose? E será que isso seria possível? Centros de Saúde e Centros de Atenção Psicossocial (Caps) que frequento e conheço ficam sempre às voltas com o tratamento moral. Nada injuria mais a equipe de um Caps que ousar sugerir o diagnóstico de histeria. Apesar de existir na portaria ministerial a encomenda de que cabe aos Caps o tratamento das psicoses e das neuroses graves, essas equipes, acostumadas a lidar com a psicose e sua falta de pragmatismo, irritam-se com pacientes mais conservados do ponto de vista pragmático ou cognitivo. Assim, as histéricas aí não teriam seu lugar. Elas, que já encheram asilos e manicômios, teriam negado o lugar substitutivo de atendimento que supostamente lhes foi destinado. Onde o ter então na rede pública?" (In ONOCKOCAMPOS, R. Psicanálise & Saúde Coletiva: interfaces. São Paulo: Hucitec, 2012, p. 133).
Conforme esse trecho, a autora em questão sugere que se resgate aos serviços de saúde:
O tratamento moral de Esquirol e sua eficácia terapêutica
A noção de histeria de Freud e a escuta da suspeita
A noção de histeria de Charcot e a clínica ampliada
A noção de discurso da histérica de Lacan e a clínica borromeana
A noção de loucura de Foucault e a epistemologia da suspeita